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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

DE MIM PARTISTE...ALMA MORIBUNDA



De mim partiste alma moribunda...vestida do corpo que é meu
...
Chamando em silêncio...o tempo sem vida...a vida sem tempo
A alma sem corpo...o rosto sem vida dessa mulher que morreu
Abraçando esse corpo adormecido...vestido de mágoa e lamento

Rasga esse véu de nudez...caminha alma solitária nua e perdida
Onde só o silêncio te acompanha...esse silêncio de eternidade
Num último gesto de adeus...te liberto minha alma esmaecida
Deste corpo noite onde a luz se apagou...num tempo sem idade

Vai alma branca...pelo rio de lama onde derramaste as mágoas
Caminha desventurada pelo labirinto onde a vida esqueceste
Na imensa noite...desfolha as rosas e bebe o sal das lágrimas
Suave...suavemente caminha pela escuridão onde te perdeste

Adormece agora alma minha...voa serena enquanto é Outono
Não me lamentes...vai descansar entre as nuvens...alma triste
Liberta-te de mim...deixa-me vagando entre o sono e o sonho
Vai esperar pelo sol da madrugada...que em mim já não existe

Parte de mim alma cativa...entrega-te à terra que te viu morrer
Arrasta pelos céus os meus sonhos de flores de giesta bordados
Envolve-os num manto de negro veludo e deixa-os adormecer
Como tristes folhas de Outono deixa-os neste corpo sepultados

Parte andorinha negra...voa serenamente nesse céu cinzento
Leva contigo a noite que dentro de ti encerras...foge de mim
Guarda em ti as últimas rosas que ficaram perdidas no tempo
Vestida de penumbra...volta ao nada do nada que existe em ti.

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